TARE
Transtorno alimentar restritivo evitativo
Para crianças, adolescentes e adultos, a alimentação vai muito além da ingestão de nutrientes. Medos, experiências negativas, características sensoriais, pensamentos, emoções e comportamentos influenciam diretamente a forma como nos relacionamos com os alimentos.
TARE – Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo
O TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo), conhecido internacionalmente como ARFID (Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder), foi oficialmente reconhecido em 2013 com a publicação do DSM-5. Diferentemente de outros transtornos alimentares, a restrição alimentar no TARE não está relacionada à preocupação com peso, forma corporal ou desejo de emagrecer. A dificuldade alimentar pode estar associada a sensibilidades sensoriais, medo de consequências aversivas (como engasgar, vomitar ou passar mal), baixo interesse pela alimentação ou uma combinação desses fatores.
Embora muitas crianças apresentem fases de seletividade alimentar ao longo do desenvolvimento, no TARE a restrição alimentar é mais intensa, persistente e capaz de gerar prejuízos importantes na saúde, no crescimento, na vida social e no bem-estar emocional.
Como funciona o tratamento
Meu trabalho é baseado na compreensão de que a mudança alimentar acontece quando a criança, adolescente ou adulto desenvolve condições emocionais e cognitivas para enfrentar os desafios relacionados à alimentação.
Por isso, o foco do tratamento não está em forçar o consumo de alimentos ou criar situações de confronto. O objetivo é construir segurança, autonomia, flexibilidade e confiança para que a ampliação alimentar aconteça de forma gradual e sustentável.
Protocolos e abordagens utilizados
O tratamento é fundamentado em práticas baseadas em evidências científicas e em protocolos internacionalmente reconhecidos para o manejo do TARE, incluindo a Terapia Cognitivo-Comportamental para ARFID (CBT-AR), o Family-Based Treatment para ARFID (FBT-ARFID), estratégias de exposição gradual e intervenções focadas na construção de segurança alimentar, aprendizagem de novas habilidades e desenvolvimento de flexibilidade comportamental.
O trabalho também integra conhecimentos da psicologia do desenvolvimento, ciência comportamental, terapia cognitivo-comportamental e abordagens voltadas ao fortalecimento da autonomia alimentar e ao treinamento parental, reconhecendo o papel fundamental da família no processo de mudança.
Um ambiente preparado para evoluir e acolher
A clínica conta com espaços específicos planejados para favorecer intervenções relacionadas à alimentação e à exposição gradual aos alimentos. Esses ambientes permitem que as experiências terapêuticas ocorram de forma prática, estruturada e segura, facilitando o desenvolvimento de habilidades alimentares e a generalização dos ganhos obtidos durante o tratamento.
Acreditamos que ampliar o repertório alimentar não depende apenas de experimentar novos alimentos, mas principalmente de desenvolver recursos emocionais, cognitivos e comportamentais que permitam ao paciente construir uma relação mais segura e flexível com a alimentação ao longo da vida.
Sala de atendimento infantil
Pensada especialmente para as crianças, a sala de atendimento infantil oferece um ambiente acolhedor, seguro e convidativo, favorecendo a construção do vínculo terapêutico desde os primeiros encontros. O espaço foi cuidadosamente planejado para que a criança se sinta confortável, respeitada e à vontade durante o atendimento.
A sala conta com jogos, brinquedos, materiais lúdicos e recursos terapêuticos selecionados para tornar a experiência mais leve e agradável, transformando o consultório em um ambiente onde a criança pode explorar, aprender e se expressar de forma natural. Cada detalhe foi pensado para proporcionar acolhimento, segurança e bem-estar, criando as condições necessárias para um acompanhamento terapêutico de qualidade.
Cozinha terapêutica
A cozinha terapêutica é um ambiente cuidadosamente preparado para proporcionar experiências práticas e significativas com os alimentos. Nesse espaço, crianças e famílias têm a oportunidade de explorar ingredientes, aromas, cores, texturas e preparações de forma leve, acolhedora e respeitosa.
Mais do que um local para cozinhar, a cozinha terapêutica favorece a participação ativa da criança, estimulando a curiosidade, a autonomia e a familiarização com os alimentos por meio de experiências práticas e positivas. O contato com os alimentos em diferentes etapas — observar, tocar, manipular, preparar e compartilhar — cria oportunidades para intervenções de exposição gradual e dessensibilização, contribuindo para o desenvolvimento de confiança, flexibilidade e maior conforto diante de novos alimentos.
Cada atividade é realizada em um ambiente seguro e acolhedor, pensado para transformar a alimentação em uma experiência de descoberta, aprendizado e conexão.
Sala sensorial
A sala sensorial foi criada para oferecer às crianças um ambiente seguro, acolhedor e livre para brincar, descobrir e experimentar. Nesse espaço, diferentes materiais, texturas, cores e estímulos sensoriais convidam a criança a explorar o ambiente de forma espontânea, respeitando sua curiosidade e seu ritmo.
Um espaço para ampliar a tolerância a diferentes estímulos, desenvolver flexibilidade e construir novas experiências de forma positiva. O ambiente favorece a exploração, a criatividade e o aprendizado, transformando o brincar em uma importante ferramenta de desenvolvimento.